Mulher no Mercado Imobiliário

As mulheres no mercado imobiliário

Conheça os desafios e as conquista das mulheres no mercado imobiliário e na indústria da construção.

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Sumário

A participação das mulheres no mercado imobiliário e na indústria da construção e sempre foi menor do que em vários outros setores econômicos. Esta é uma realidade que surge desde os cursos superiores, já que boa parte dos profissionais atuantes nesta área vêm de cursos de Engenharia e ligados às áreas de ciências exatas, historicamente de predominância masculina. Em 2015, as mulheres respondiam por 30,3% das matrículas em cursos de engenharia civil, e por 26,9% dos profissionais no mercado.

Esta discussão ganha ainda mais relevância no mês de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data foi instituída na década de 1970 pela Organização das Nações Unidas – ONU, como forma de relembrar e propor uma reflexão sobre a opressão e a série de injustiças que as mulheres sofreram ao longo de séculos.

No mercado de trabalho, essas injustiças ficaram muito evidentes entre o fim do século XIX e começo do século XX, com a revolução industrial. As más condições de trabalho às quais as mulheres foram submetidas no período foram responsáveis por centenas de mortes.

Ainda hoje, mesmo na terceira década do século XXI, ainda existem grandes diferenças no campo profissional. Na maior parte das vezes, elas ainda recebem menos que os homens pelo menos trabalho e encontram mais barreiras para chegar aos postos de gestão.

Felizmente, porém, os últimos anos presenciaram uma série de mudanças neste sentido e elas vem ganhando cada vez espaço onde até então eram uma minoria quase inexpressiva. Isso porque em determinados segmentos, como a corretagem de imóveis, as mulheres só puderam começar a trabalhar na entre as décadas de 1950 e 1960.

A realidade em números

Segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), por exemplo, a participação proporcional das mulheres que desempenham a profissão cresceu quase 150% na última década. Mais do que isso, elas já são mais de 30% dos profissionais que atuam legalmente no setor. Já segundo a Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (FENACI), este número é de 40%.

Já nas empresas do segmento imobiliário, este movimento é visto com ainda mais nitidez. Um exemplo é a loteadora Alphaville Urbanismo, onde metade do quadro de colaboradores é do sexo feminino. Na empresa, elas também desempenham diversas funções de liderança de equipes, conforme os dados divulgados pela empresa. O departamento onde as mulheres são mais presentes é o de Negócios.

Iniciativa

Na 1M2, maior plataforma de venda de lotes no Brasil, a presença feminina também está com tudo. Em todas as equipes da empresa, que integra o mercado tecnológico ao setor imobiliário, dois segmentos até então muito masculinos, as profissionais estão presentes em postos estratégicos.

Segundo a analista de Projetos da 1M2, Janaina Pereira, a maior diversidade de gênero nas empresas é muito importante para o desenvolvimento dos negócios. “A perspicácia feminina fomenta discussões de diferentes pontos de vista, em observar, indagar, aprender, ler através do que não é claro, argumentar, ponderar, se colocar no lugar do outro e depois, agir”.

Janaina Marques - Mulheres no Mercado Imobiliário
Mulheres no mercado imobiliário: Janaína Pereira

Janaína explica que gosta de desafios, sendo essa a razão determinante para escolher a 1M2 como local de trabalho. “As empresas que estão reinventando a forma de interagir com o mercado imobiliário, foram as que tiveram a coragem para resolver um problema que antes era cotidiano. A possibilidade de coletar dados ficou bem mais viável com tudo acontecendo on-line. O conjunto dessas informações permite que empresas possam oferecer soluções cada vez mais diferenciadas e atendendo à necessidade de cada consumidor.”

Inovação

Já para Gabriela Bonomo, da área de Novos Negócios e formada em Engenharia Civil, a inovação presente na 1M2 e em outras novas empresas só será uma realidade para todo o mercado assim que as companhias enxergarem que uma das chaves para a modernização vem por meio da liderança feminina.

“As empresas que não tem mulheres na liderança, que não tem equidade, estão no passado e não acompanharão as mudanças dos nossos tempos. A competência hoje se caracteriza pela diversidade, só com ela crescemos e trazemos nossas empresas conosco”, diz Gabriela.

Gabriela Bonomo - 1m2
Mulheres no mercado imobiliário: Gabriela Bonomo

Para que isto ocorra, no entanto, ela entende que ainda existe um grande caminho a ser percorrido no país. “Embora já sejamos cinquenta por cento numa faculdade de engenharia ou em um curso técnico de edificações, dentro das empresas ainda não conseguimos obter as posições de liderança”.

A visão de Gabriela é compartilhada por outra colaboradora da 1M2, Andreia Marques, que lidera a área de Planejamento e Negócios. Para ela, o desenvolvimento de produtos e serviços dentro do mercado imobiliário deve levar em consideração a migração desse mercado, antes extremamente tradicional, para o digital. No entanto, por esse movimento ser permeado por áreas majoritariamente masculinas como tecnologia ou engenharia, a liderança feminina dificilmente é vista como um agente transformador dessa revolução digital.

Mulheres no mercado imobiliário: Andreia Marques.

“Somente com a presença dessa diversidade de pensamentos poderemos construir uma experiência única para nossos clientes”, diz.

Resumindo

A participação das mulheres no mercado imobiliário vem crescendo aceleradamente nos últimos anos. Além disso, elas vem preenchendo cada vez mais os cargos de liderança, chefiando equipes e comandando o desenvolvimento de projetos, o que impulsiona a inovação neste segmento.

No entanto, ainda existem muitas barreiras a serem vencidas. Elas ainda são minorias tanto nas faculdades de engenharia quanto na maior parte das companhias que atuam no setor. Em muitos lugares, ainda, existe resistência à ideia de mulheres liderarem os projetos. Por sorte, uma equipe de profissionais femininas competentes e dispostas está disposta a mudar esta realidade.

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